Mais um papo sobre XP: escorregamento do motor do jogo
No artigo XP como motor do jogo expliquei como compreendo a importância das regras de distribuição de pontos de experiência nos jogos old school e como elas foram pensadas, desde o ponto de vista do design, para orientar um certo tipo de engajamento dos jogadores com a mesa. A forma mais clássica, o XP por ouro, visa produzir um jogo focado em exploração de dungeons e ermos em busca de tesouros, onde “destruir o mal” ou “derrotar monstros” têm uma importância secundária, pois o “objetivo” do jogo é outro. Porém, neste artigo, eu pretendo problematizar essa questão um pouco e comentar alguns casos, não tão incomuns assim, em que o motor do jogo produz “escorregamento”, ou simplesmente não funciona, e entender por que isso acontece. Arte produzida por IA Imaginemos então uma mesa de jogo de OSE (Old School Essentials), sendo jogada rigorosamente com a regra de XP por ouro. Os personagens dos jogadores estão bebendo na taverna e o Mestre apresenta dois boatos, rolados aleatoriament...